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“Acho maravilhoso perceber o quanto algumas vidas interagem com a nossa de um jeito tão mágico e bonito. Todo encontro que verdadeiramente nos toca é uma espécie de milagre num mundo de bilhões de seres humanos. Algumas pessoas a gente nem imaginava que existiam, mas, meu Deus, que agrado bom é para a alma descobrir que vivem...."

segunda-feira, 31 de outubro de 2011





それは私が生きている感じさせてくれた巨大な姿勢良いものがあるかもしれないあらゆる思考を殺した...



sábado, 29 de outubro de 2011



Algumas bobagens cotidianas às vezes são capazes de nos oferecer valiosas percepções, quando suas sutilezas não passam despercebidas pelas nossas sensações e sentimentos. A prática da espiritualidade e do autoconhecimento acontece a todo instante e nos convida a atualizar olhares a cada circunstância, bobo que a princípio nos pareça o recurso didático. Essa situação, por exemplo, me fez pensar coisas a respeito de mim mesma. De como tenho me tratado. Do quanto ainda estico a corda até quase arrebentá-la, até quase arrebentar-me, sem necessidade, quando as soluções são possíveis e exigem poucos movimentos. Do quanto ainda me acostumo com o que é desconfortável sem fazer nada para trocar logo de canal. Do quanto, em várias ocasiões, ainda desperdiço energia preciosa que posso utilizar em ações mais úteis e felizes. Do quanto ainda me submeto a limitações nutridas por condicionamentos tão frágeis; não raro, obsoletos. Do quanto ainda adio bem-estar, quando o bem-estar em alguns contextos é pra lá de disponível. 



(Ana Jácomo)

  It's true...



if nothing ever existed...



sexta-feira, 28 de outubro de 2011

quinta-feira, 27 de outubro de 2011




Salve o amor. Aquele de conchinha e barba na nuca, que pode durar pra sempre ou só até amanhã. Aquele amor sem medo, sem freio, que ama e pronto. Salve o amor que a gente dá e pega de volta outra hora, outro dia, com outra pessoa. Aquele aconchego facinho que não posa, não se esforça, não finge. Salve o amor-próprio, que resolve a vida de muitos, o amor das amigas, que aguenta, arrasta e levanta. Salve o amor na pista, que roça, se esfrega, se joga e vai embora. Um amor só pra hoje, sem pacote pra presente, sem laço ou dedicatória. Salve o primeiro amor, que rasgou, perfurou, corroeu… ensinou. Salve o amor selvagem, o amor soltinho, o amor amarradinho. Salve o amor da madrugada, sincero enquanto dure e infinito posto que é chama. Salve o amor nu, despido de inverdades e traquitanas eletrônicas. Salve o amor de dois a dez, um amor sem vergonha, sem legenda. Salve o amor eterno, preenchido de muitos ardores. Salve o amor gigante, mas sem palavras, o rotativo e o escrito, salve o amor rimado, cego, de quatro. Salve o amor safado, sincero e sincopado, o amor turrão e o encaixado. 


Lia Bock


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terça-feira, 18 de outubro de 2011



 As querências do dia


Muitas vezes é só um abraço que eu quero. Um abraço apertado que me faça esquecer do mundo aqui fora e que desencadeia uma fila de sorrisos. Muitas vezes, é muito pouco o que eu quero. Uma conversa sincera, um aperto de mão, um sim no lugar do não.

Muitas vezes é só um agrado bom. Um passeio de mãos dadas, um namorinho no cinema. Uma ducha fria depois de uma tarde risonha. Um cheiro que me acorda lembranças. Um colo que me dê vontade de ficar morando dentro.

Muitas vezes é tão pouco o que eu quero. Uma voz do outro lado da linha dizendo que me ama. Um olhar que consente. O orgulho que é posto de lado, dando espaço para compreensão.

Muitas vezes é tão pouco o que eu quero!



(Cris Carvalho)

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sábado, 15 de outubro de 2011




Era prazer? Era.
Mas era mais que prazer. Era alegria.
A diferença? O prazer só existe no momento.
A alegria é aquilo que existe só pela lembrança.
O prazer é único, não se repete.
Aquele que foi, já foi. Outro será outro.
Mas a alegria se repete sempre.
Basta lembrar.
        
  Rubem Alves






Para algumas coisas,
se reza baixinho,
se pede em silêncio.
Um pouco de fé,
no tempo exato.
Talvez com calma.
Talvez certo.

Fecha os olhos,
 que logo chega.


E vai ser bom


 Paula Pfeifer