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“Acho maravilhoso perceber o quanto algumas vidas interagem com a nossa de um jeito tão mágico e bonito. Todo encontro que verdadeiramente nos toca é uma espécie de milagre num mundo de bilhões de seres humanos. Algumas pessoas a gente nem imaginava que existiam, mas, meu Deus, que agrado bom é para a alma descobrir que vivem...."

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011



"Gosto de pensar assim: se a gente faz o que manda o coração, 
lá na frente, tudo se explica."

 
(Fernanda Mello)

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

sábado, 24 de dezembro de 2011




Ele a olhou.
Ela, louca de amor por ele, não o reconheceu.
Ele havia deixado de ser ele: tranformara-se no símbolo sem face nem corpo da paixão e da loucura dela. Não era mais ele: ela amava alguém que não existia mais, objetivamente. Existia apenas dentro dela"


(Caio Abreu)



quinta-feira, 22 de dezembro de 2011



Se me perguntarem qual o sentimento que considero mais bonito ou mais importante, vou abrir um sorriso e dizer:    
O correspondido! 
(Martha Medeiros)



"Eu tenho saudades de tudo que marcou a minha vida
Quando vejo retratos, quando sinto cheiros,
Quando escuto uma voz, quando me lembro do passado,
Eu sinto saudades...
Sinto saudades de amigos que nunca mais vi,
De pessoas com quem não mais falei ou cruzei...
Sinto saudades da minha infância,
Do meu primeiro amor, do meu segundo e do terceiro,
Sinto saudades do presente, que não aproveitei de todo,
Lembrando do passado e apostando no futuro...
Sinto saudades do futuro, que se idealizado,
Provavelmente não será do jeito que eu penso que vai ser...
Sinto saudades de quem me deixou e de quem eu deixei,
De quem disse que viria e nem apareceu;
De quem apareceu correndo, sem tempo de me conhecer direito,
De quem nunca vou ter a oportunidade de conhecer.
Sinto saudades dos que se foram
E de quem não me despedi direito,
Daqueles que não tiveram como me dizer adeus;
De gente que passou na calçada contrária da minha vida
E que só enxerguei de vislumbre;
De coisas que eu tive e de outras que não tive, mas quis muito ter;
De coisas que nem sei como existiram, mas que se soubesse,
De certo gostaria de experimentar;
Quantas vezes tenho vontade de encontrar não sei o que,
Não sei aonde,
Para resgatar alguma coisa que nem sei o que é
E nem onde perdi...

Vejo o mundo girando e penso que poderia estar
Sentindo saudades em japonês,
Em russo, em italiano, em inglês,
Mas  minha saudade é brasileira,
Aliás, dizem que se costuma usar sempre a língua pátria,
Espontaneamente, quando estamos desesperados,
Para contar dinheiro, fazer amor e declarar sentimentos fortes,
Seja lá em que lugar do mundo estejamos.
Mas acredito que em outra língua, nunca terá a mesma força e significado,
Talvez não exprima, corretamente,
A imensa falta que sentimos de coisas ou pessoas queridas.
E é por isso que eu tenho saudades...
Todas as vezes que sinto este aperto no peito,
Meio nostálgico meio gostoso,
Mas que funciona melhor do que um sinal vital
Quando se quer falar de vida e de sentimentos.
Ela é a prova inequívoca de que somos sensíveis,
De que amamos muito do que tivemos e lamentamos as coisas boas
Que perdemos ao longo da nossa existência...
 

Sentir saudades é sinal de que se está vivo
   


(Clarice Lispector)

terça-feira, 20 de dezembro de 2011





‎"Ama-se pelo cheiro, pelo mistério, pela paz que o outro lhe dá, 
Ou pelo tormento que provoca."

(Caio F. Abreu)


domingo, 18 de dezembro de 2011




"Muita coisa que ontem parecia importante ou significativa amanhã virará pó no filtro da memória. Mas o sorriso (...) ah, esse resistirá a todas as ciladas do tempo."


(Caio F. Abreu)





"Já que não tenho o dom de modificar uma pessoa.
Vou modificar aquilo que eu posso:
O meu jeito de olhar para ela!"

(Pe. Fábio de Melo)






"Não tem como esconder a verdade, nem tem como enterrar o passado,
o tempo sempre vai ser o melhor remédio, 
mas seus resultados nem sempre são imediatos."



(via Cada minuto que passa..... origen: ✿ Aɳdreia Speɳgler )






“Às vezes é preciso diminuir a barulheira, parar de fazer perguntas, parar de imaginar respostas, aquietar um pouco a vida para simplesmente deixar o coração nos contar o que sabe. E ele conta. Com a calma e a clareza que tem.”


(Ana Jácomo) 





segunda-feira, 12 de dezembro de 2011




"Por vezes, a verdade está na nossa frente; contudo, diante das nossas ilusões, não a enxergamos. Evitar contato com a verdade machuca a alma e atrasa o processo de evolução do espírito. Embora tenhamos toda a eternidade para desenvolver nossa lucidez e inteligência, não custa nada termos coragem para enxergar os fatos como eles são, sem o peso dos sentimentos e sem o véu das ilusões."


(Marcelo Cesár)



” Uma palavra ou um gesto, seu ou meu,
seria suficiente para modificar nossos roteiros”

(Caio F Abreu)


sexta-feira, 9 de dezembro de 2011



"O que eu realmente quero que você saiba é que não importa o tempo que passe, o que aconteça ou o que a vida nos ensine. Não interessa quem somos ou quem vamos nos tornar. O que vale é o que carregamos dentro de nós. E você, guarde isso na memória para todo o sempre, eu te carrego junto comigo todos os dias."

(Clarissa Corrêa)

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

 "Decidi não ficar mais triste. 

Certas coisas não valem minha dor."

 (Cazuza)

 





"Vamos ter bons e maus momentos e uma hora ou outra, um dos dois ou quem sabe os dois, vão querer pular fora, mas se eu não pedir que fique comigo, tenho certeza de que vou me arrepender pelo resto da vida".


(Arnaldo Jabor in 'Estamos com fome de amor') 







"Passei um tempo tão longo lustrando aquela falta com tanto olhar que perdi de vista  a luz do que eu tinha. Ao me aproximar de novo, interessada,de cada presente, comecei a redescobrir tesouros esquecidos, um a um. Coisas simples, muito simples, e pra lá de valiosas, que o sentimento de "míngua" tem vez que afeta a percepção das preciosidades existentes. Ao me aproximar de novo, interessada, de cada presente, o que faltava continuou a faltar do mesmo jeito sincero, mas meu olhar já era bem diferente."


Ana Jácomo in 'Percepção'


quarta-feira, 7 de dezembro de 2011








"Quando a gente gosta, a gente começa emprestando um livro,
depois um casaco, um guarda-chuva,
até que somos mais emprestados do que devolvidos.
Gostar é não devolver, é se endividar de lembranças."

(Fabricio Carpinejar)


 


"Surpreender-se é bem mais realizador que supreender os outros."
 
    (Pe Fábio de Melo)


segunda-feira, 5 de dezembro de 2011





Conta pra mim de onde a gente se conhece. De onde vem a sensação de que sempre esteve aqui, quando eu sei que não estava. Conta por que nada do que diz sobre você me parece novidade, como se eu estivesse lá, nos lugares que relembra, quando eu sei que não estive. Conta onde nasce essa familiaridade toda com os seus olhos. Onde nasce a facilidade para ouvir a música de cada um dos seus sorrisos. Onde nasce essa compreensão das coisas que revela quando cala. Conta de onde vem a intuição da sua existência tanto tempo antes de nos encontrarmos.



Conta pra mim de onde vem o sentimento de que a sua história, absolutamente nova, é como um livro que releio aos poucos e, ao longo das páginas, apenas recordo trechos que esqueci. Conta de onde vem a sensação de que nos conhecemos muito mais do que imaginamos. De que ouvimos muito além do que dizemos. De que as palavras, às vezes, são até desnecessárias. Conta de onde vem essa vontade que parece tão antiga de que os pássaros cantem perto da sua janela quando cada manhã acorda. De onde vem essa prece que repito a cada noite, como se a fizesse desde sempre, para que todo dia seu possa dormir em paz.



Conta pra mim de onde a gente se conhece. De onde vem essa repentina admiração tão perene. De onde vem o sentimento de que nossas almas dialogavam muito antes dos nossos olhos se tocarem. Conta por que tudo o que é precioso no seu mundo me parece que já era também no meu. De onde vem esse bem-querer assim tão fácil, assim tão fluido, assim tão puro. Conta de onde vem essa certeza de que, de alguma maneira, a minha vida e a sua seguirão próximas, como eu sinto que nunca deixaram de estar. 


(Ana Jácomo)



sábado, 3 de dezembro de 2011